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Mercado Residencial 2012
 
A performance do mercado residencial nacional no ano transacto ficou marcada pela deterioração do mercado de trabalho e pelas dificuldades de acesso ao crédito, com repercussão na procura. Os preços das casas continuaram assim a cair em resultado da fraca procura.

Do lado da oferta, o sector da construção registou uma contracção. Segundo a FEPICOP (Federação Portuguesa da Indústria da Construção), o consumo de cimento em 2012 registou uma quebra de 26,9% face a 2011.

Já o mercado de arrendamento continuou a beneficiar em parte da quebra das vendas, nomeadamente do facto de as famílias impedidas de aceder ao crédito optarem por arrendar.

Em termos populacionais, ao contrário do verificado em Portugal, o concelho de Lisboa registou um decréscimo da população residente na década 2001 – 2011 de 3%. Comparando a população residente em Portugal em 2011 (10.562.178 habitantes) com a de 2001 (10.356.117 habitantes), verificou-se um acréscimo de cerca de 2%.

No que respeita à dimensão do agregado familiar, e conforme se pode ver pelo quadro abaixo, as famílias residentes predominantes no concelho de Lisboa são as com 1 e 2 pessoas (com ênfase nas de 1 pessoa), realidade agravada na última década. De facto, a composição das famílias parece estar a mudar, os casais com filhos são cada vez menos e há mais crianças a viver apenas com um dos pais.
 
 
Por forma a caracterizar a evolução do parque residencial existente no concelho de Lisboa na última década, analisou-se o seu ritmo de crescimento, as licenças emitidas, os fogos licenciados e os contratos de compra e venda realizados.

O parque habitacional no concelho de Lisboa registou um acréscimo do número de alojamentos familiares clássicos de 2001 para 2011 de 1% (289.367 para 291.945), abaixo do ritmo de Portugal que cresceu 13% (5.106.747 para 5.773.065). No entanto, o número de alojamentos é 1,2 vezes superior ao número de famílias no concelho de Lisboa em 2011, tendo-se mantido face a 2001.

No que respeita ao licenciamento de nova construção para habitação no concelho de Lisboa, o n.º de licenciamentos decresceu cerca de 90% de 2001 para 2011 (2.557 para 228). Em termos da tipologia dos fogos licenciados, regista-se que a maioria dos fogos são T2 e T3, representando entre 30% e 35% do total.

A evolução do parque residencial tem também sido acompanhada no nº de contractos de compra e venda de prédios urbanos para habitação em propriedade horizontal realizados no concelho de Lisboa.

Em termos de unidades, ocorreu um decréscimo em 2011 face a 2001 de cerca de 54% (6.203 face a 13.483), reflexo da actual conjuntura económica. Em termos de volume de negócio o ano de 2011 representou um decréscimo de cerca de 28% em relação ao ano de 2001 (990.319.000 face a 1.371.622.000).

Estes números traduzem uma tendência de crescimento do valor médio por prédio urbano constante dos contractos de compra e venda, de 2001 para 2011 (101.730 €/prédio urbano em 2001 para 159.652 €/prédio urbano em 2011).

No que concerne ao valor dos alojamentos familiares clássicos, novos e usados, colocados em oferta por empresas de mediação imobiliária, o Índice Confidencial Imobiliário (ICi) apurou que os preços das habitações na Área Metropolitana de Lisboa (AM Lisboa) estagnaram no mês de Outubro de 2012, tendo-se a taxa de variação mensal mostrado negativa praticamente ao longo de todo o período de 2012.

Consequentemente, o ICi registou desvalorizações homólogas ao longo de todo o ano transacto na AM Lisboa. Em Outubro a taxa de variação homóloga atingiu -2,7%, acentuando-se 1,3 p.p. relativamente ao início de 2012.
 
 
Enquanto para os fogos novos o indicador sofreu uma queda mensal de 0,3% em Outubro de 2012, para os fogos usados observou-se um ligeiro crescimento, com a taxa de variação mensal a situar-se em 0,1%. Já, comparando com o mesmo período de 2011, verificou-se uma diminuição dos preços para ambos os tipos de fogos: para os fogos novos, a taxa de variação homóloga do ICi atingiu, em Outubro de 2012, -6,9%, e para os usados, o índice apresentou uma desvalorização homóloga de -0,5%.

No que respeita ao valor médio de oferta, este atingiu 1.740 €/m² na AM Lisboa no 3º trimestre de 2012. Para os fogos novos este valor situou-se, no período, em 2.007 €/m², e para os fogos usados o valor situou-se em 1.585 €/m². A diferença entre o valor médio de oferta dos fogos novos e usados, tem-se mantido praticamente inalterado desde o 4º trimestre de 2011, oscilando entre 25% e 27%.

Os valores médios de oferta mais elevados da AM Lisboa encontravam-se, no 3º trimestre de 2012, nos concelhos de Lisboa, Cascais e Oeiras, tanto no segmento de novos como no de usados.
 
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