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MERCADO DE ESCRITÓRIOS DE LISBOA
 
Rendas

Prime Rent em máximos históricos

No ano de 2013 a prime rent fixou um novo máximo histórico com € 21,0 por m2, o que representa uma subida de 10,5% face a 2012. O último ano em que a prime rent tinha subido em Lisboa foi em 2010.
 
 
Estes movimentos nos valores das rendas praticadas em 2013 fez acentuar o diferencial entre as rendas prime e médias, em todas as zonas do mercado.
Significa isto que, genericamente, as quedas das rendas médias foram superiores às rendas prime.

Apesar de uma melhor performance das rendas na zona 1, a renda mínima decresceu em 2013, de € 10 para € 8 por m2. Esta quebra de valores deve-se a um negócio de pequena dimensão, uma vez que a renda média na zona 1 subiu.
 
 
Procura

Absorção em mínimos históricos, performance mínima

O ano de 2013 revelou um novo mínimo histórico na área absorvida de escritórios: 77.802 m2, quando em 2011 já se tinha registado um valor historicamente baixo. O ano de 2013 suplantou esse mínimo, em -11,2%:
 
 
A zona 3 registou a maior queda do ano quando em 2012, esta zona tinha registado uma boa performance fruto da ocupação das Torres do Colombo e do Edifício Zon pela própria empresa. Em 2013, esta zona voltou a registar uma absorção idêntica aos valores observados em 2010, tal como havíamos antecipado no ano passado.

Também a zona 1 registou uma queda na absorção, de -35,7%. A subida das rendas prime e média não foram acompanhadas pela área absorvida, o que se traduziu em menos área ocupada, mas com rendas mais altas.

Esta tendência reflecte a conjuntura actual, em que as empresas têm privilegiado rendas baixas, em detrimento de uma localização mais centralizada, mas também uma maior resiliência das rendas na zona prime.
 
Negócios de maiores dimensões concluídos apenas no final do ano

A sazonalidade manteve-se em 2013, com um maior número de negócios a serem fechados na última metade do ano. Os 3 maiores negócios do ano foram realizados em Novembro e Dezembro: Novartis, Sonaecom e EDP. Adicionalmente, da lista das 10 maiores transacções, seis foram concretizadas nos dois últimos meses do ano.

Estes seis negócios representaram 25,3% da ocupação total anual, evidenciando uma vez mais a importância da sazonalidade no mercado.
 
 
Nunca se ocuparam tão poucos escritórios novos

O baixo nível de ocupação de escritórios e a pouca área nova disponível para ocupação, fez com que 2013 fosse o ano em que se ocupasse a área mais baixa de sempre de escritórios novos.

Nas zonas mais centrais da cidade, apesar da ligeira subida do stock novo disponível, a verdade é que os negócios praticamente não existiram: apenas 4 transacções nas zonas 1 e 2, com pouco mais de 2.000 m2 ocupados, valores que só encontram par no ano de 2010. É o 2º pior registo de sempre no que diz respeito à ocupação de áreas novas em zonas centrais da cidade.
 
 
Reabilitação marcou 2013

Perante tão poucos edifícios novos, o ano de 2013 foi marcado por uma aposta na reabilitação de edifícios de escritórios com maior incidência nas zonas mais centrais da cidade.

No Prime Watch anterior, havíamos chamado a atenção para a necessidade de se reabilitarem espaços de escritórios, adequando-os a uma procura cada vez mais exigente, por forma a contrabalançar a fraca actividade na construção em novos projectos.
 
Algumas obras importantes foram concluídas em 2013, nomeadamente:

Edifício Etóile, na Av. da Liberdade, nº240, com remodelação total do imóvel;
 
Rua Rosa Araújo, nº2, esquina com a Av. Liberdade nº225, com recuperação parcial do edificado;
         
Edifício Barbosa du Bocage, nº117, com remodelação total do imóvel;
 
Av. 5 de Outubro, nº125, com remodelação da fachada e áreas interiores.
 
Outros edifícios serão reabilitados, como é o caso do prédio na Rua Castilho, nº24, com reabilitação de áreas interiores, ou mesmo o da Av. da Liberdade nº94, antiga sede da IPDJ.

A chegada ao mercado destes e de outros edifícios irá possibilitar um maior leque de escolhas e uma oferta mais qualificada e adaptada às necessidades das empresas.
 
Tendências

Stock novo disponível em mínimos históricos

Estima-se que até final de 2014 entre no mercado uma área adicional de 40.650 m2 de escritórios novos, fazendo assim aumentar o stock para mais de 4,598 milhões de m2. O ritmo de inaugurações tem sido mais lento do que o anualmente projectado, estando o stock a crescer de forma bastante reduzida, ano após ano.
 
 
Com a inauguração de um novo edifício em 2014, o Edifício Duarte Pacheco, nº7, a zona 2 contará com mais 16.750 m2 de escritórios novos.
Também a zona 1 contará com 2 novos edifícios num total de 10.000 m2.
Por fim, está prevista a inauguração da sede da EDP, na zona 4, com uma área de 13.900 m2.
 
 
 
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